A Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor em Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), entidade ligada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), no mês de julho, revela que 54,68% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Esse resultado está 3,26 pontos percentuais abaixo do verificado em junho (57,94%), e inferior ao índice de julho de 2009 (59,09%).
Realizada com cerca de 900 consumidores fortalezenses, com idade superior a 18 anos, a Pesquisa também mostra que outros indicadores qualitativos do endividamento, no mês de julho, como taxa de inadimplência em potencial e proporção de consumidores com contas em atraso, também tiveram queda.
Confira Pesquisa na Íntegra
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Inadimplência potencial atinge o menor patamar do ano A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrarem seus compromissos, apresenta queda de 1,42 pontos percentuais em julho, passando de 6,09%, em junho, para 4,67% neste mês, sendo este o melhor resultado dos últimos treze meses.
O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do gênero feminino (6,34% de taxa de inadimplência potencial), do estrato etário superior a 35 anos (5,30%), com nível de escolaridade médio (5,92%) e da classe socioeconômica D/E (5,54%).
Contas e Dívidas em Atraso A pesquisa mostra que a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso também apresenta queda em relação ao mês de junho, de 2,45 pontos percentuais, atingindo a taxa de 19,67%, com crescimento apenas na classe socioeconômica B, que passou de 13,17% para 16,20% nos últimos dois meses.
O perfil do consumidor com contas ou dívidas em atraso é preponderantemente do sexo feminino (22,25% das respostas), com idade entre 18 e 24 anos (20,93%), com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (20,18%) e da classe socioeconômica C (22,42%).
O tempo médio de atraso é de 55 dias, resultado ligeiramente inferior ao verificado em junho (58 dias), sendo que 32,56% dos entrevistados informaram estar nessa condição por até trinta dias.
Dentre as causas que mais contribuem para que os consumidores atrasem suas contas, em primeiro lugar está a falta de controle financeiro, citado em 40,73% das respostas. Os gastos inesperados (33,01%), o desemprego (20,29%) e a assunção de dívidas de terceiros (16,05%) são outros motivos citados.
Comprometimento da renda Em Fortaleza, 54,68% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citado por 81,99% dos entrevistados; (b) carnês e crediários, com 16,52% das respostas; e (c) os empréstimos pessoais, com 13,09%. Outras formas de endividamento que requerem mais capacidade de pagamento, como o financiamento de veículos, só são mais relevantes para as classes de renda mais alta, como a A (22,62%) e B (5,83%).
Com endividamento médio de R$ 863,16, a parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas também apresenta queda com relação a junho, passando de 17,84% para 15,67%, em julho. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores da classe socioeconômica C (16,89%).
Apesar de todas as mudanças recentes, com amplo aumento da oferta de crédito, o perfil do endividamento do fortalezense ainda encontra-se concentrado no curto prazo, com 75,98% em prazos inferiores há um ano.
Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo, ainda muito limitado pela baixa renda do consumidor local: o grupo de produtos relacionados com alimentação e com cuidados com o lar responde por 49,77% de todo o orçamento das famílias de Fortaleza. Os eletrodomésticos têm um peso de 14,78% e os artigos de vestuário 12,02%.
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