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Móveis e veículos puxam o crescimento do endividamento

56,76% dos fortalezenses possuem algum tipo de dívida, no mês de agosto. Esse resultado está 2,08 pontos percentuais acima do verificado em julho (54,68%), e inferior ao índice de agosto de 2009 (63,40%). É o que revela a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), entidade ligada à Fecomércio/CE. 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de alimentos (45,63%), móveis e artigos de decoração (21,52%), veículos (13,06%) e tratamento de saúde (12,98%). Apesar da ampla liderança dos alimentos, o uso do cartão de crédito nessas compras faz com que o endividamento seja de curto prazo e rotativo, sendo que a mudança estrutural do perfil da dívida está mais relacionada com a aquisição de bens de consumo duráveis, como móveis e veículos. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores da classe socioeconômica B (20,69%). 

Segundo, o vice-presidente da Fecomércio-CE, Ranieri Leitão, uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo, ainda muito limitado pela baixa renda do consumidor local: o grupo de produtos relacionados com alimentação e cuidados com o lar responde por 58,30% de todo o orçamento das famílias de Fortaleza. As despesas com aluguel e financiamento imobiliário tem um peso de 15,14%. Já os artigos de vestuário 14,94% e os eletrodomésticos comprometem 12,31% da renda familiar.

Contas e Dívidas em Atraso

A Pesquisa mostra também que a proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso também apresenta aumento em relação ao mês de julho, de 0,53 pontos percentuais, atingindo a taxa de 20,20%, com crescimento na maioria das classes socioeconômicas, excetuando-se as classes socioeconômicas B e C. 

Dentre as causas que mais contribuem para que os consumidores atrasem suas contas, em primeiro lugar está a falta de controle financeiro, citado em 37,60% das respostas. O desemprego (34,64%), os gastos inesperados (25,60%) e a assunção de dívidas de terceiros (16,06%) são outros motivos citados.

Confira a Pesquisa na Íntegra

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