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Intenção de compra em setembro cresce 0,88%
Celulares estão entre os produtos mais cotados

[09 Setembro 2005]

Os consumidores de Fortaleza estão um pouco mais otimistas para o mês de setembro. Numa escala variável entre 0 e 100, o Índice de Expectativa de Compra do Consumidor atingiu este mês a marca de 58,07 pontos, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), com 900 pessoas. O número revela um aumento de 0,88% em relação a agosto, quando ficou em 57,56. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento é mais significativo, em torno de 7%.

Os principais motivos apontados pelos entrevistados para esse aumento na expectativa de consumo são: inflação em queda (7,44%) e ambiente internacional positivo (5%). Porém, grande parcela da população da capital cearense ainda está contendo seus gastos, por considerarem o cenário político desfavorável (29,67%) e o desemprego em alta (18,67%), entre outros fatores.

Os consumidores mais propensos a gastar neste mês são homens, com idade entre 18 e 24 anos, com grau superior de escolaridade e renda familiar acima de 10 salários mínimos. Os produtos mais cotados são: vestuário (9,56%), calçados (7,22%), vídeo cassete/DVD (6,11%), celular (5,78%) e móveis (5,33%).

Cerca de 27% dos entrevistados pretendem gastar até R$ 250,00 com compras em setembro, o mesmo percentual daqueles cujos gastos devem ficar acima de R$1.000,00. Já 23% pretendem despender de R$ 251,00 a R$ 499,00, enquanto 21% estão dispostos a gastar entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00.

Índice de Expectativa Global

Quando pensa na sua condição de vida futura, o fortalezense tem uma visão ainda mais positiva. O Índice de Expectativa Global, que reflete a pretensão geral de consumo nos próximos 12 meses, atingiu a marca de 59,02 pontos. Otimismo que cresce ainda mais quando perguntados sobre como imaginam a situação de sua família no próximo ano (72,39 pontos).

Em relação ao futuro do Brasil, porém, os entrevistados se mostraram mais cautelosos: quando imaginam o país daqui a um ano, a escala fica em 51,50; já daqui a 5 anos, o nível de otimismo sobe para 55,08 pontos.

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