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Parceria muda destino do Cine São Luiz
O cinema – o mais antigo em funcionamento em Fortaleza e uma das principais referências culturais da cidade – continua em funcionamento e, em breve, abrigará também um centro cultural com espaço para as diversas manifestações artísticas. A boa nova foi anunciada no dia 19 de agosto último, durante audiência pública que reuniu políticos e empresários locais.
A última sessão, agendada para o dia 19 de agosto, não aconteceu. Uma parceria entre o Sistema Fecomércio, através do Sesc Ceará e o Grupo Severiano Ribeiro, conseguiu modificar o enredo do Cine São Luiz - o mais antigo cinema em atividade em Fortaleza e um dos mais importantes prédios da capital cearense -, alterando um final que se anunciava trágico.
 
O cinema, que estava prestes a fechar as portas, ganha agora perspectivas bem mais alentadoras. Além de manter-se em funcionamento, o prédio histórico abrigará também o Centro Cultural Sesc / Luiz Severiano Ribeiro, em que haverá espaço não apenas para a sétima arte, mas para as mais diversas manifestações e expressões culturais.
 
O acordo foi anunciado na sexta-feira, 19 de agosto, durante audiência pública solicitada pelo vereador Willame Correia (PDT), que ocorreu no próprio cinema. Na ocasião, o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt, declarou que até o final deste mês será concluído o projeto do centro cultural, em que serão definidos os equipamentos culturais e as atividades que serão implementadas, bem como as reformas que serão necessárias. Gastão ressaltou, porém, que não serão feitas grandes alterações na estrutura física do local, preservando a arquitetura original.
 
Para a construção desse projeto, será formado um conselho consultivo integrado, além da Fecomércio e do grupo Severiano Ribeiro, pelo Governo do Estado do Ceará, Prefeitura Municipal de Fortaleza, Câmara Municipal e representantes da classe artística e de organizações ligadas a ações de revitalização do Centro da Cidade.
 
O presidente da Fecomércio defendeu ainda, durante a audiência, a isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial Territorial e Urbana (IPTU) e Imposto sobre Serviço de qualquer natureza (ISS) para o prédio. Dessa forma, segundo ele, seria possível tornar os espetáculos mais acessíveis ao público, garantindo que o espaço funcione como um verdadeiro foco aglutinador de toda a comunidade.
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