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Taxa de endividamento do fortalezense chega a 33,69% em dezembro

[08 Dez 2005]

Com o forte estímulo ao consumo típico do final de ano, os consumidores precisam estar atentos para não perderem o controle de suas contas, ultrapassando o limite de seu orçamento. Esse é o alerta feito pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão do Sistema Fecomércio, que lançou nesta quinta-feira (08) a pesquisa “Taxas de Endividamento do Consumidor de Fortaleza – Dezembro 2005”. Esta mostra que, neste mês, 33,69% dos fortalezenses possuem algum tipo de dívida em atraso, o que representa um aumento de mais de 5% em relação a novembro (28,21%).

O perfil dos consumidores endividados em dezembro mostra que a maioria destes são mulheres, com idade entre 18 e 24 anos, com até o 1º grau de escolaridade e renda familiar mensal de até cinco salários mínimos. A taxa de endividamento apresentou maior incidência também nas classes D e E, chegando a 41,57%.

De acordo com Renata Serra, diretora do instituto, esse crescimento já era previsto, devido a fatores como o acúmulo de pagamentos e antecipação das compras de Natal. “Muitos consumidores começam a fazer compras em outubro, já contando com a primeira parcela do 13º salário”, afirma. Outra pesquisa realizada pelo IPDC, divulgada recentemente, revela que, apesar de a maioria da população ter a intenção de usar essa renda extra para pagar dívidas (45,77%), um percentual considerável pretende gastá-la com compras de final de ano (39,62%).

Além da quantidade de endividados, o percentual da renda comprometida com essas contas em atraso bateu recorde em dezembro. Cerca de 22% da renda familiar está sendo gasta para quitar dívidas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, compra de imóvel e prestações de carro e de seguros. Esse número é o maior desde que a pesquisa foi iniciada, em março deste ano.

Para Renata Serra, esse dado é preocupante porque pode comprometer outros gastos essenciais. “Nem sempre o endividamento é um problema, só passa a ser quando o consumidor não tem como arcar as dívidas que fez”, afirma. E é essa a situação de 9,58% dos fortalezenses, de acordo com a pesquisa do IPDC. Esse percentual indica a população que acredita que não terá como pagar suas contas no próximo mês. Repetindo o resultado dos outros índices, esse é o maior desde março, representando um aumento de 2,72% em relação ao mês passado.

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