Voltar Consumidores
Televisores são os preferidos dos consumidores para as compras de junho

Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC-CE) sobre o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) revela que 41,08% dos consumidores de Fortaleza pretendem ir às compras neste mês de junho. Televisores são os mais procurados neste momento, por conta das expectativas com os jogos da Copa 2010

 

A Copa do Mundo começa neste mês de junho e com ela uma série de setores do comércio deve movimentar suas vendas. O Setor de Confecções e Acessórios é incrementado com a venda de blusas, bermudas e adereços, como bandeiras, pulseiras, brincos e etc. “Há toda uma tradição da sociedade brasileira em se vestir e em se caracterizar para assistir os jogos da seleção do Brasil, o que acaba impulsionando o setor de vestuário”, explica o economista e superintendente da Fecomércio-CE, Alex Araújo.

Mas, é no setor de eletrodomésticos que as intenções para as compras do mês junho devem ser mais elevadas. As televisões são os produtos

preferidos para este mês. Dos 41,08% dos fortalezenses que pretendem ir às compras, 16,71% desejam adquirir uma. De acordo com Pesquisa do Índice de Confiança do Consumidor Fortalezense (ICC), realizada pelo IPDC, em junho, a demanda por televisores é maior nos consumidores do sexo masculino (23,43%), com mais de 35 anos de idade (19,56%), com renda familiar superior a dez salários mínimos (46,62%) e da classe socioeconômica A (33,62%).
 
“A indústria de televisores está lançando muitas novidades, apostando em tecnologia e criando um apelo muito forte para o consumidor trocar o aparelho, principalmente para aqueles com renda maior, das classes A e B. A busca por esse produto é mais intensa até se iniciarem os jogos. A expectativa é de que depois diminua”, analisa Alex Araújo.

Para o secretário da Fecomércio-CE, Cid Alves, dois fatores contribuem para o aumento da procura por aparelhos de televisão este mês: um é a própria Copa do Mundo, que por si só já movimenta o comércio desse tipo de produto, e o outro, é a queda dos preços dos aparelhos de televisão modernos, tornando-os mais acessíveis para as classes com renda mais baixa. 

Embora a Copa tenha se iniciado este mês, o mundial de futebol não impactou significativamente as intenções de compra para o mês de junho, pois apenas 41,08% dos consumidores de Fortaleza pretendem ir às compras. Resultado superior ao verificado em maio passado (40,30%), mas inferior ao índice de junho de 2009 (42,26%).

"Com a Copa, esperávamos que o consumidor estivesse mais otimista para as compras. O resultado nos surpreendeu negativamente. Uma das explicações para que não tenha havido uma forte melhora nas intenções de compra neste mês, como era esperado, pode ser o fato de muitos consumidores ainda estarem com 'o bolso apertado' devido a compra de automóveis no mês de março, que foi muito intensa por ser o último mês em que o bem era comercializado com IPI (Impostos obre Produtos Industrializados) reduzido", analisa Alex Araújo.

Outros Dados da Pesquisa
A pesquisa ainda revela que o valor médio das compras deve ser de R$ 513,41, mostrando maior disposição de consumo na classe socioeconômica A, com intenção média de consumo de R$ 611,35. As compras devem ser pagas preferencialmente com o uso do cartão de crédito (51,62%) ou à vista (44,59%).

Sondagem Conjuntural
A maioria dos consumidores entrevistados pelo IPDC em junho de 2010 – 74,97% – considera o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis. O resultado deste mês encontra-se ligeiramente acima do calculado em maio, de 74,57%, permanecendo a visão positiva do consumidor em relação ao atual mercado de trabalho.

Dentre os que demonstram maior otimismo, destacam-se os consumidores do sexo masculino (76,66% de resposta positiva), com idade entre 18 e 24 anos (77,93%), com renda familiar superior dez salários mínimos (81,64%) e da classe socioeconômica A (90,89%). 

Desemprego em queda é percebido pelo consumidor
A pesquisa também revela que 85,86% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Índice acima da média de maio, quando o indicador era de 84,88%. Já as expectativas em relação ao futuro se mostram mais otimistas, com 91,57% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura deve ser melhor ou muito melhor do que a atual.

Os entrevistados demonstram grande confiança na economia nacional, sendo que 71,98% deles acreditam que a situação econômica pode permanecer favorável, principalmente no que diz respeito ao mercado de trabalho e ao cenário político. Dos fatores que mais contribuíram para a análise geral destaca-se a percepção do desemprego em queda por 22,55% dos entrevistados, reforçando a confiança no ambiente econômico estável.

Índice de Confiança do Consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor no mês de junho apresenta valor de 131,72 pontos, ligeiramente acima, portanto, do índice de maio, de 131,21 pontos. O Índice de Situação Presente é de 131,56 pontos e o Índice de Expectativas Futuras é estimado em 131,82 pontos.

Valores Médios no Trimestre
Índice de Confiança do Consumidor - melhores resultados:
¬ Consumidores do sexo masculino – 136,76 pontos;
¬ Grupo etário de 25 a 34 anos – 136,92 pontos;
¬ Consumidores com grau de escolaridade superior – 139,18 pontos;
¬ Consumidores com renda familiar superior a dez salários mínimos – 144,84 pontos;
¬ A classe socioeconômica A – 143,75 pontos.

Índice da Situação Presente - melhores resultados:
¬ Consumidores do sexo masculino – 135,34 pontos;
¬ Grupo etário de 18 a 24 anos – 133,58 pontos;
¬ Consumidores com grau de escolaridade superior – 139,08 pontos;
¬ Consumidores com renda familiar superior a dez salários mínimos – 141,57 pontos;
¬ A classe socioeconômica A – 142,38 pontos.

Índice das Expectativas Futuras – melhores resultados:
¬ Consumidores do sexo masculino – 137,71 pontos;
¬ Grupo etário de 25 a 34 anos – 139,23 pontos;
¬ Consumidores com grau de escolaridade superior – 139,25 pontos;
¬ Consumidores com renda familiar superior a dez salários mínimos – 147,02 pontos;
¬ A classe socioeconômica A – 144,66 pontos.

Saiba mais
A Pesquisa Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC, entidade ligada à Fecomércio/CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores em relação a sua situação econômica e em relação às suas futuras intenções de compras.

Realizada com cerca de 900 consumidores fortalezenses, essa pesquisa avalia o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação a sua capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

Confira a Pesquisa na Íntegra. Clique Aqui.

Leia também notícias sobre esse assunto. Clique Aqui.


 

Topo