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Taxa de Endividamento em Fortaleza atinge o menor nível em um ano

A taxa de consumidores fortalezenses endividados alcançou o menor nível dos últimos 12 meses, passando de 65,31% em maio de 2009 para 54,50% em maio deste ano. Isso é o que mostra a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor em Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC).

Outro aspecto importante apontado na Pesquisa é que a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrarem seus compromissos também apresenta leve queda em maio, indo de 6,59%, em abril, para 6,23% neste mês. Apesar dessa redução, o valor ficou ainda da média trimestral, que é de 6,17%.

Contas e Dívidas em Atraso
Já em relação à taxa de consumidores com contas ou dívidas em atraso houve também redução, sendo a taxa de maio de 19,33%. O perfil do consumidor com contas ou dívidas em atraso é formado principalmente por pessoas do sexo feminino (21,04% das respostas), com idade entre 25 e 34 anos (26,87%), com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (20,27%) e da classe socioeconômica C (21,51%). O tempo médio de atraso é de 56 dias, exatamente o mesmo resultado de abril. 31,40% dos entrevistados informam que estarão nessa condição por até trinta dias.

Segundo o superintende da Fecomércio-CE, Alex Araújo, as causas que mais contribuem para o atraso das contas, estão, em primeiro lugar, a falta de controle financeiro, citada em 41,49% das respostas. O desemprego (26,66%), gastos inesperados (24,49%) e a assunção de dívidas de terceiros (10,22%) são outros motivos apontados.
 
Comprometimento da renda  
Em Fortaleza, 54,50% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citado por 79,44% dos entrevistados; (b) carnês e crediários, com 17,07% das respostas; e (c) os empréstimos pessoais, com 12,99%.

Outras formas de endividamento que requerem mais capacidade de pagamento, como o financiamento de veículos, só são mais relevantes para as classes de renda mais alta, como a A (7,27%) e B (5,52%).

Com endividamento médio de R$ 902,61, a parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas apresenta leve aumento com relação a abril, passando de 15,97% para 16,36%, em maio. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores da classe socioeconômica B (20,22%).

“Apesar de todas as mudanças recentes, com amplo aumento da oferta de crédito, o perfil do endividamento de Fortaleza ainda encontra-se concentrado no curto prazo, com 79,67% em prazos inferiores há um ano. Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo do fortalezense, ainda muito limitado pela baixa renda desse consumidor: o grupo de produtos relacionados com alimentação e cuidados com o lar responde por 48,02% de todo o orçamento das famílias de Fortaleza. Os artigos de vestuário têm um peso de 16,49% e os eletrodomésticos de 11,34%”, explica o superintendente da Fecomércio-CE, Alex Araújo.

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