Entre os dias 09 e 12 de agosto, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Ceará (Senac/CE) recebe o Workshop sobre Preparação Gastronômica do Beijupirá Cultivado. Iniciativa do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (Labomar/UFC), em parceria com o Senac, com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA), o workshop acontece na sede do Senac Centro, em Fortaleza, das 08h30 às 14h. Destinado apenas a chefs de cozinha convidados e a alunos do Senac, o workshop demonstrará diferentes formas de preparação do Beijupirá, as técnicas culinárias adequadas ao preparo, o tamanho ideal do pescado, as formas de apresentação e os tipos de processos de industrialização.
O workshop faz parte do projeto “Estudo de Mercado do Beijupirá Cultivado”, conduzido pelo Ministério da Pesca e Agricultura, no intuito de aumentar a produção pesqueira nacional, através da piscicultura marinha. Entre as ações executadas pelo Labomar, dentro do projeto, está o estudo “Nutrição, Sanidade e Valor do Cultivo do Beijupirá no Nordeste”. O estudo, realizado em Fortaleza, Recife e Brasília, verifica informações sobre o Beijupirá, de forma a analisar o potencial de mercado e subsidiar os empresários para investirem nesta nova modalidade de produção.
Além do workshop, no dia 11 de agosto, acontecerá no Restaurante Coco Bambu – Frutos do Mar, a degustação do Beijupirá para mostrar as características culinárias do pescado. O evento é voltado para atacadistas e donos de restaurantes
Sobre o Beijupirá
O beijupirá, cujo nome científico é Rachycentron canadum, é conhecido internacionalmente como cobia. Tem distribuição cosmopolita em águas temperadas, exceto no Oceano Pacífico Central e Oriental. No Brasil, dados levantados pelo Programa Avaliação do Potencial Sustentável de Captura dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva (Programa REVIZEE) mostraram que, no Nordeste, as maiores abundâncias do beijupirá ocorrem entre 50 e 125m de profundidade, entre 2º e 4ºde latitude S, correspondendo à zona costeira dos estados do Piauí e Ceará. A captura da espécie ainda não constitui uma pesca comercial importante, sendo geralmente considerada uma pesca acidental, pois os indivíduos não nadam em cardumes.
A razão da escolha do beijupirá se deve aos bons atributos para a aqüicultura. Com um crescimento extremamente rápido, pode atingir um peso de 6 a 7 kg em um ano, Cresce quase duas vezes mais rápido que o salmão, e os estudiosos do mercado internacional de pescado referem-se à espécie como o futuro “salmão de águas tropicais”. Apresenta carne branca, firme, com poucas espinhas, de sabor agradável, podendo ser servida de diversas maneiras: crua como sushi e sashimi, cozida como peixada ou a vapor, grelhado na chapa, etc. Suas características têm permitido que o beijupirá, nos últimos anos, tenha assumido posição de destaque nas feiras de pescado de Boston e Bruxelas.
Além dos cultivos comerciais, realizados na China, Taiwan e Vietnã, durante os últimos oito anos, o beijupirá também tem sido cultivado em países da América Central, Caribe e Bahamas, com o emprego de tecnologias avançadas visando demonstrar sua viabilidade econômica, com vantagens socioambientais.
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