O comércio de Fortaleza e do Ceará voltou a funcionar normalmente no dia 04 de janeiro, após o fim da greve dos policiais e bombeiros militares do Ceará. Muitos lojistas fecharam as portas na terça-feira (03/01), após informações de possíveis assaltos. A greve foi encerrada na madrugada da quarta-feira (4), com uma negociação entre a categoria e o governo do estado.
Para Luiz Gastão, não há como se mensurar os impactos econômicos da paralisação do comércio, no dia 03 de janeiro, pois os comerciantes trabalham com base em expectativas de lucro diárias, sendo inviável se precisar um número fechado em relação a prezuízos. Contudo, o presidente afirma que o impacto no comércio e no turismo do Ceará foi grande já que muitas lojas, restaurantes, bares e outros tipos de estabelecimentos comerciais ficaram fechados ou sem fluxo de consumidores em diversos pontos da cidade, como Centro, Monsenhor Tabosa, Praia do Futuro, Praia de Iracema, Shoppings, entre outros. "Nesta história não há vencedores nem vencidos. O diálogo é sempre a melhor forma de se resolver as coisas. Não era necessário ter se chegado a esse extremo, para que a situação fosse resolvida. Mas, o que importa é que a negociação foi feita e que toda a população e os comerciantes estão mais seguros, podendo exercer a cidadania de uma maneira digna", conclui Luiz Gastão.
Acordo
Entre os trechos do acordo, assinado entre policiais e governo, estão a anistia geral de processos abertos desde primeiro de novembro de 2011. Outra cláusula da proposta incorpora R$ 850 para todos policiais ativos, inativos, pensionistas, tanto da polícia militar como bombeiros militares. Mais 7% de aumento dado a servidores. O pedido de 40 horas semanais - e não mais 44h - também foi acatado. Sem efetivo, policiais militares e bombeiros militares receberão extra. Também deve ser criado o Código de Ética e Disciplina.
O acordo também prevê a anulação da liminar da desembargadora Sérgia Miranda, com dispensa de multas individuais e para entidades. O governo também deve apresentar proposta no Congresso para anistia às manifestações de primeiro de novembro - Metrofor - e 30 de dezembro – greve. A categoria estava em greve há cinco dias.
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