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Setor produtivo apoia protesto
Setor produtivo lança manifesto diante da situação precária das BRs no Ceará, que traz prejuízos significativos

O setor produtivo cearense, por meio de várias entidades representativas, protesta contra a situação das rodovias federais no Estado do Ceará. O grupo, que inclui segmentos empresariais do comércio, indústria e serviços, assina um manifesto onde mostra "indignação" diante da "precariedade" das BRs.

O declaração coloca a situação como emergencial e reitera que "o Ceará não aceita a discriminação que vem ocorrendo na priorização dos recursos para as obras de conservação e de construção" de rodovias.

Perdas

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, é difícil quantificar as perdas do setor em números, mas garante que o prejuízo se estende por várias áreas, como combustível, desgaste de automóveis, atrasos em entregas, além de deterioração de produtos. Muitas frutas, por exemplo, já chegam ao destino fora do tempo de maturação ideal.

Roberto Macêdo afirma também que a precariedade das estradas locais afeta a escala da economia cearense como um todo, pois se depende delas para entregas e recebimentos, chegada aos portos, turismo e transporte coletivo.

Outro problema é com relação às rodovias estaduais, que surgem como única opção diante da dificuldade no tráfego das BRs, ficando bastante congestionadas e comprometidas.

´Economia emperrada´

Para o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas do Ceará (CDL), Freitas Cordeiro, o impacto da atual situação das rodovias federais é de "extrema grandeza", pois "a economia fica toda emperrada".

Segundo ele, as estradas não permitem um melhor fluxo das negociações locais, e muitos empreendedores de fora acabam desviando seus recursos do Ceará, por conta desses obstáculos. De acordo com o empresário, o Estado está sofrendo muito com esse "descaso", pois os empreendedores se esforçam em trazer recursos para o Ceará, mas os problemas acabam dificultando o desenvolvimento econômico cearense.

Freitas Cordeiro, contudo, se mostra otimista com a mobilização, e acredita quem ela vai chamar a atenção do Governo Federal para a problemática.

O manifesto é formado por um grupo de entidades de classe que inclui Fiec, CIC, FCDL, CDL, Faec, Facic, ACC, Fecomercio e AJE.

 

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