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30% dos fortalezenses têm dívidas em atraso, revela IPDC
Em sua maioria, são mulheres entre 18 e 34 anos que não conseguiram quitar suas dívidas no final do ano. Os dados são da pesquisa Taxa de Endividamento do Fortalezense, divulgados no dia 11 de janeiro, na sede da CDL. Na ocasião, foi também divulgada a Pesquisa do Consumidor de Fortaleza
Renata Serra, do IPDC, durante apresentação da pesquisa no CDL

[12  JAN  2006]

Quem não gosta de ir às compras? Muita gente, mas a questão é distinguir quando o desejo de compra condiz com o saldo disponível para o gasto. Segundo dados da pesquisa Taxa de Endividamento do Fortalezense do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), um terço (29,9%) dos fortalezenses já começaram o ano de 2006 com dívidas ou contas em atraso. Em sua maioria,  mulheres entre 18 e 34 anos que não conseguiram quitar suas dívidas no final do ano.

De acordo com Renata Serra, diretora executiva do IPDC, o mais preocupante na pesquisa é que 21,89% dos consumidores já entraram o ano com a renda comprometida, sem incluir os gastos de despesas extras de começo de ano como IPTU, IPVA, materiais escolares etc. A pesquisa revela ainda que 7,83% dos fortalezenses são caracterizados como inadimplentes em potencial, ou seja, estão gastando e não têm como pagar. “Endividar-se não é ruim, o ruim é não ter como pagar,” pondera a economista.

Apesar dos gastos e do comprometimento da renda já no começo do ano, a pesquisa mostra que 40% das pessoas, que ganham mais de R$ 1.000,  pretendem gastar neste mês. Os produtos como eletrodomésticos e eletroeletrônicos são os mais procurados. De fato, DVDs, máquinas de lavar, geladeiras, vestuários, e, por último, computadores compõem a ordem dos itens mais consumidos em janeiro.

Renata Serra reforça que os meses de abril e maio do ano passado foram marcados por contas em atraso em 37,87% e 31,15% dos consumidores. Para que isso não se repita neste ano,  Renata Serra ressalta que “a situação sugere maior criatividade por parte dos lojistas e maior consciência da população”, já que, como Renata frisa, o crédito e dinheiro fáceis não são rendas extras e o consumidor não pode se confia nesse capital, pois acaba por endividar-se. 

PESQUISA DO CONSUMIDOR DE FORTALEZA

Em janeiro de 2006, a parcela da população que está mais otimista, sendo composta principalmente por homens, pessoas entre 25 e 34 anos, com nível superior e renda familiar mensal entre 5 e 10 salários mínimos. E os dados da Pesquisa do Consumidor de Fortaleza, divulgados no último dia 13, revelam mais.

De acordo com o Índice de Expectativa de Compra, referente às intenções de consumo dos fortalezenses para janeiro de 2006, atingiu a marca dos 62,80 pontos, pontuação que indica uma variação de 7,54% superior ao índice registrado em dezembro de 2005 (58,4 pontos); e praticamente igual ao resultado auferido no mesmo período do ano passado (62,36 pontos). No último trimestre, essa taxa obteve valor médio igual a 60,17 pontos.

Além do Índice de Expectativa de Compra do Consumidor (IEEC), a Pesquisa do Conmsumidor de Fortaleza é composta pela Sondagem Conjuntural, Produtos que deseja adquirir e Propensão a gastar.
 
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Taxa de Endividamento do Fortalezense - JAN/2006 

Pesquisa do Consumidor de Fortaleza (Expectativa de Compra, outras) - JAN/2006 

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