Voltar Pesquisas IPDC
Endividamento recua para 33,53%, mas ainda é elevado

O IPDC divulgou ontem, quarta-feira (19), o resultado das pesquisas Conjuntural do Comércio e Taxas de Endividamento do Consumidor de Fortaleza, na sede da CDL. Segundo a pesquisa, cerca de 33,53% dos consumidores da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) com idade igual ou superior a 18 anos possui algum tipo de dívida em atraso.

O IPDC divulgou ontem, quarta-feira (19), o resultado das pesquisas
Conjuntural do Comércio e Taxas de Endividamento do Consumidor de Fortaleza, na sede da CDL. Segundo a pesquisa, cerca de 33,53% dos consumidores da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) com idade igual ou superior a 18 anos possui algum tipo de dívida em atraso.

Apesar de elevada, a taxa caiu 3,31 pontos percentuais, quando comparada à de março último (36,84%), e 4,34 pontos percentuais, em relação ao mesmo mês do ano passado (37,87%). A média no trimestre, considerando o intervalo fevereiro a abril, foi de 35,22%. Os dados são do IPDC.

Segundo a diretora executiva da entidade, Renata Serra, o perfil dos endividados é bem distinto: mulheres (36,56%), pessoas na faixa etária de 25 a 34 anos (36,04%), com o Ensino Médio (36,03%) e renda familiar mensal de até cinco salários mínimos (36,41%). “As mulheres são mais endividadas porque acabam fazendo compras e assumindo compromissos financeiros para outros membros da família, como marido, filhos, irmãos, pai, entre outros”, explica.

A folga do endividamento no comércio deve acabar em maio, conforme Renata Serra, por conta das dívidas a serem contraídas no mês das mães.

COMPROMETIMENTO - Ela chama atenção, ainda, para a taxa de comprometimento da renda que, em abril, revelou que 23,48% do rendimento mensal domiciliar dos entrevistados encontram-se comprometidos com o pagamento de dívidas em atraso. “Praticamente inalterado em relação a março, quando a taxa foi de 23,23%, e levemente superior ao observado durante fevereiro de 2005, quando chegou a 22,35%”.

O IPDC também calculou a taxa de inadimplência em potencial — que reflete o número de consumidores que não terão condições de pagar dívidas em atraso: 6,93%. “É a menor taxa dos últimos quatro anos”, frisou Renata Serra. Em março último, a parcela da população que achava-se incapaz de saldar as contas ao fim do mês foi de 7,82%. Já em abril de 2005, chegou a 7,95%.

O perfil dos potenciais caloteiros é bem parecido com o dos que hoje já estão inadimplentes.

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