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[18 JUL 2006]
Carolina do Vale e Rômulo Farias (estagiário) Da Redação
Assim como a visão e a audição, a voz é uma das prejudicadas com o envelhecimento. Adotando medidas simples de prevenção, porém, é possível minimizar as ações do tempo. Essas dicas serão dadas no curso “Saúde Vocal na Maturidade”, que será oferecido pelo Programa Trabalho Social com Idosos (TSI), do Sesc Ceará.
De 31 de julho a 2 de agosto, de 15 às 16h30, na galeria do Teatro Sesc Emiliano Queiroz, os participantes receberão informações técnicas sobre os principais problemas vocais, seus danos e as formas de prevenção e tratamento. Além disso, aqueles que desejam aprender a se apresentar melhor em público poderão, ao final do curso, aprender alguns exercícios de oratória.
Apesar de voltado principalmente para os idosos, o curso é aberto a pessoas de todas as idades, inclusive os jovens: “quanto mais cedo se começa a tratar a voz, melhores serão os resultados no futuro”, afirma a fonoaudióloga Cláudia Belém, especialista em Gerontologia, que vai ministrar o curso.
Falar bem, em todas as etapas da vida
De acordo com Cláudia Belém, todas as pessoas estão sujeitas ao envelhecimento das cordas vocais. O que faz a diferença entre alguém que apresenta disfunções na voz e alguém que nunca teve problemas é a prevenção, ou seja, os cuidados durante a vida. As pessoas que fumam, por exemplo, são muito mais propensas a qualquer dano nas funções vocais. O mesmo pode ser dito do álcool que, por desidratar o organismo, pode causar lesões nas pregas vocais.
Outro problema é a automedicação. Substâncias utilizadas para beneficiar uma estrutura do organismo podem prejudicar o aparelho vocal. Os diuréticos e os hormônios são exemplos disso. A propensão genética também influencia. Algumas pessoas já apresentam pré-disposição a danos vocais, outras não. Para quem não toma esses cuidados, e abusa da voz, as disfunções podem algum dia aparecer. Nódulos, edema de pregas vocais, cistos e até câncer de laringe são exemplos de alguns desses problemas.
Por isso, o ideal é consultar periodicamente um fonoaudiólogo. Saber dele como está a situação do aparelho vocal, se a constituição genética dá mais possibilidades de futuros problemas. E informá-lo de todo medicamento que esteja ingerindo. “Tomando todas essas precauções, podemos sanar ou minimizar os danos”, afirma Cláudia Belém.
SERVIÇO: Curso Saúde Vocal na Maturidade – De 31 de julho a 2 de agosto, de 15 às 16h30, na Galeria do Teatro Sesc (Av. Duque de Caxias, 1701 – Centro). Investimento: R$ 10 (para os integrantes do TSI) e R$ 15 (para demais participantes). Informações: (85) 3452.9083. |