Voltar GALERIA DE ARTES DO SESC
Geografia da cultura
Exposição traz objetos que simbolizam costumes e ritos do folclore brasileiro, especialmente o nordestino: vestimentas do vaqueiro, instrumentos musicais de festas tradicionais, telas de xilogravura, máscaras artesanais, imagens de santos, literatura de cordel, fantasias etc. É um convite a embarcar numa viagem pela cultura do país 

Instalações da exposição (Foto: Lindomar Oliveira)

Rômulo Farias (estagiário)
Da Redação

A exposição “Magia do folclore” pode ser visitada pelo público até o dia 25 deste mês, das 9h às 12h e das 13h às 20h. Como já antecipa o tema da exposição, os objetos que lá estão expostos simbolizam elementos do folclore nordestino. São roupas, instrumentos musicais, literatura de cordel, imagens de santos, fantasia de festas tradicionais, e uma série de outros elementos – a maioria cedida pelo grupo Brincantes do Cordão do Caroá. Expressões que caracterizam a religiosidade, o artesanato, as danças folclóricas, as lendas, a literatura de cordel, os costumes etc. que até hoje são presentes na vida de muitas pessoas.

Folclore é entendido como saber popular; ou saberes que tradicionalmente são repassados às novas gerações. Festas, ritos, cerimônias, etc., tudo aquilo que é criado numa determinada comunidade e que atrai a atenção de seus membros. Grosso modo, boa parte dessas expressões do folclore nordestino surgiu a partir da formação do povo brasileiro. Especialmente no período em que o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. Elas então foram se desenvolvendo, reunindo novos elementos, até chegar aos dias de hoje.

A exposição, portanto, reflete esse percurso travado pelas expressões artísticas do povo. A Festa dos Caretas, por exemplo, era muito popular na cidade de Lizarda, no Tocantins. Os homens usavam máscaras de couro, papel ou cabaça durante a semana santa, na sexta-feira da paixão. Outra estrutura marcante do homem do cerrado e do sertão também é retratada na exposição. Trata-se do vaqueiro: aqueles trabalhadores vestidos de couro da cabeça aos pés enfrentando a natureza inóspita da caatinga. Os vaqueiros, evidentemente, ainda existem – claro que modificados.

Os objetos desenham o caminho percorrido pelas influências folclóricas. Uma manifestação Portuguesa que se desenvolveu, incorporou alguns elementos, e veio parar aqui no Brasil, por exemplo. É o reisado. Uma dança popular que se instalou em Recife no período colonial. Atualmente ela é dançada em qualquer época do ano. Além das danças, a exposição também retrata a literatura de cordel, que surgiu na Europa do século XVIII; a xilogravura, a técnica de talhar figuras na madeira etc.

A exposição também se volta para os rituais de morte. Época em que as pessoas saiam às ruas, carregando um morto, e cantando músicas religiosas. A origem desses cortejos remonta aos grandes reis e generais que, mortos em batalhas, eram recebidos por uma multidão que os aclamava com cânticos e orações. Todos esses rituais e costumes formaram a estrutura que hoje se conhece do povo brasileiro e, sobretudo, do nordestino.

Serviço: Galeria de artes do Sesc - Exposição: A magia do folclore - Data: 18 a 25 de agosto, segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 20h - Local: Sesc Fortaleza (Rua Clarindo de Queiroz, 1740 – Centro) - Informações: (85) 3452.9090 / 9093 - Entrada Gratuita.

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