O espetáculo foi montado a partir da história original de Cervantes. Entretanto, ela foi adaptada em dois momentos: primeiro pelo cordelista Klevisson Viana que, ao reescrever a história em cordel, a trouxe para o contexto popular; e segundo, pela dramaturga Ângela Linhares, que adaptou a narrativa para a linguagem teatral.
A história conta quatro aventuras do Dom Quixote, presentes no livro: a cena do moinho, a procissão, os prisioneiros, e a aventura do cavaleiro da branca lua. A novidade trazida pelo grupo é a montagem. Para além da reprodução da história, existem momentos em que a própria saga do Dom Quixote é colocada em questão.
Isso significa que o texto reflete sobre a obra de Cervantes. E que faz um paralelo com a realidade de hoje. Os três atores que formam o espetáculo não apenas encenam a história. A abordagem é outra. Existe uma discussão sobre os momentos mais controversos do personagem Dom Quixote.
No meio dos jogos de cena, a produção musical também é trabalhada para aperfeiçoar a trama. Três músicos tocam música flamenca e coco, e, para isso, utilizam dois violões e um “cajon” – instrumento de percussão utilizado na música flamenca.
Ficha técnica: Texto: Miguel de Cervantes Cordel: Antonio Klévisson Viana Adaptação: Ângela Linhares. Direção: Graça Freitas. Elenco: Maria Vitória, Maria Marina e Leonardo Costa. Músicos: Rami Freitas, Caio Dias, Carlos Paulino.
Serviço: Sexta da Tradição Oral, com grupo Formosura de Teatro. 20 h no Sesc-Senac Iracema (Rua Boris, 90, Praia de Iracema – ao lado do Dragão do Mar) Entrada: R$ 2 (Inteira) e R$ 1 (Meia). |