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Inadimplência em potencial tem queda em junho

Neste mês de junho, a taxa de inadimplência potencial, ou seja, da proporção de consumidores fortalezenses que não terão condições financeiras de pagarem as contas adquiridas, atingiu 6,09%. Esse resultado verificado na Pesquisa sobre Endividamento – realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), entidade ligada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE) – está 0,14 pontos percentuais abaixo do valor de maio, que havia sido de 6,23%.

“A taxa este mês encontra-se ligeiramente abaixo da média trimestral, de 6,30%, sugerindo que o crescimento dos demais indicadores de endividamento ainda não representa uma piora para a qualidade do crédito de Fortaleza”, analisa o superintendente da Fecomércio/CE, Alex Araújo.

Os consumidores do sexo feminino (6,46% de taxa de inadimplência potencial), da faixa etária acima de 35 anos (6,40%), do nível de escolaridade fundamental (8,37%) e da classe socioeconômica D/E (9,70%) são os que mais tem a tendência de tornarem-se inadimplentes.

Contas e Dívidas em Atraso
A pesquisa também revela que 57,94% dos fortalezenses possuem algum tipo de dívida no mês de junho. Valor 3,44 pontos percentuais acima do de maio (54,50%), mas inferior ao índice de junho de 2009 (61,75%). As classes mais endividadas são a A e a B, principalmente com dívidas de financiamento de imóveis e de veículos.

Para Alex Araújo, apesar de alta, a taxa de endividados ainda não representa uma ameaça para a economia local, pois dos 57,94% consumidores com algum tipo de dívida, 35,82% são adimplentes, ou seja, tem condições de honrarem suas contas, enquanto, apenas 22,12% apresentam contas em atraso.

Os consumidores do sexo masculino (23,17% das respostas), com idade entre 25 e 34 anos (25,07%), com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (23,47%) e da classe socioeconômica C (24,61%) são os que mais tem contas atrasadas.

“As causas que contribuem para esses atrasos são a falta de controle financeiro (35,46%), seguida do desemprego (30,50%), dos gastos inesperados (26,85%) e da assunção de dívidas de terceiros (13,91%)”, explica Araújo.

Comprometimento da renda  
A parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas, em junho, apresenta aumento em relação a maio, passando de 16,36% para 17,84%. O valor do endividamento médio do consumidor é de R$ 968,37. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores da classe socioeconômica A (20,33%).

Os instrumentos de crédito mais utilizados são os cartões de crédito (79,07%), os carnês e crediários (16,24%) e os empréstimos pessoais (13,74%). Outras formas, como o financiamento de veículos, são mais relevantes para as classes de renda mais alta, como A (20,29%) e B (7,31%).

Apesar do amplo aumento da oferta de crédito, o perfil do endividamento de Fortaleza ainda está concentrado no curto prazo, com 77,44% em prazos inferiores há um ano.

“Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo, ainda muito limitado, devido a baixa renda do fortalezense. Só o grupo de produtos relacionado a alimentação e aos cuidados com o lar corresponde a 45,54% de todo o orçamento das famílias da capital. Os eletrodomésticos tem um peso de 14,37% e os artigos de vestuário 14,36%”, analisa Araújo.

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