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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima aumento de 5,0% no faturamento do comércio

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima aumento de 5,0% no faturamento do comércio

Em fevereiro, a intenção de compra do consumidor de Fortaleza aumentou +1,8%, é o que aponta o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC), pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE). De acordo com o levantamento, o índice passou de 104,5 pontos, em janeiro, para 106,4 pontos neste mês.

        A pesquisa também indica melhora nas chances de retomada do consumo de bens duráveis e semiduráveis. Além disso, este é o segundo mês com índice no campo que mostra otimismo (acima dos 100 pontos), com boa parte dos consumidores relatando melhora na percepção do momento e das expectativas para o futuro.

        O resultado do ICC foi influenciado pelo crescimento dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente teve melhora de +2,3%, passando de 99,3 pontos para 101,5 pontos no período analisado – retornando ao campo do otimismo, algo que não ocorria desde fevereiro de 2016; e o Índice de Situação Futura teve ampliação de +1,6% atingindo o patamar de 109,7 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

Tabela 1 – ICC, Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Dez Jan Fev
ICC 95,3 104,5 106,4 102,1
ISP 91,9 99,3 101,5 97,6
IEF 97,5 108,0 109,7 105,1

 

Expectativa dos consumidores

        A crise econômica trouxe grande impacto para os consumidores, que sentiram os efeitos do baixo crescimento e aumento do desemprego, sentimentos refletidos na evolução do Índice de Situação Presente, que se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde o final do primeiro trimestre do ano passado.

        Por precaução, o consumidor restringiu suas compras ao mínimo necessário, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações. No entanto, o resultado do ICC de fevereiro mostra um quadro diferente: as taxas de juros caíram para a mínima histórica no Brasil, o mercado de trabalho começa a reagir e o consumidor volta a ter esperanças no futuro.

         Segundo o levantamento, em fevereiro, 46,8% dos entrevistados mostraram disposição para compra de bens duráveis, ante 43,7% de intenção demonstrada em janeiro. Dentre aqueles que ainda demonstram maior otimismo, destacam-se os consumidores do gênero feminino (47,9% dos entrevistados afirmam que fevereiro bom momento para compra de bens de consumo duráveis), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (48,9%) e com renda familiar acima de dez salários mínimos (64,7%).

          Ademais, 61,3% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 76,8% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

          Mesmo assim, o consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 52,4% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das incertezas do quadro de recuperação e das dúvidas do ambiente político.

 

Pretensão de compra

          A taxa de pretensão de compras teve queda de -0,7 pontos percentuais, passando de 38,8%, em janeiro, para 38,1% neste mês. Entretanto, o comportamento é considerado normal, dada a sazonalidade do início do ano, contudo ainda está muito acima da taxa observada no mesmo período do ano passado (29,1%).

          Em relação ao valor médio das compras, é estimado de que o consumidor gaste R$ 306,76. A intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (40,4%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 e 24 anos (48,9%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (42,3%).

Os produtos mais procurados são:

  1. Artigos de vestuário, citados por 18,8% dos entrevistados;
  2. Geladeiras e refrigeradores (17,4%);
  3. Aparelhos de telefonia celular (16,2%);
  4. Televisores (15,4%);
  5. Calçados (12,4%);
  6. Móveis e artigos de decoração (12,4%); e
  7. Máquina de lavar roupa (9,0%).

 

Saiba mais

        O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

     

           A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

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